Samba da Cidade


Disco Moacyr Luz
  • Disco
  • Ano
  • Gravadora
  • Release
  • Samba da Cidade
  • 2003
  • Lua Music
  • Moacyr Luz homenageia novamente sua terra natal, o Rio de Janeiro, em seu quinto CD, Samba da Cidade. Autor de centenas de músicas, algumas com títulos como “Saudades da Guanabara” e “Só Dói Quando eu Rio”, ele retoma temas da Cidade Maravilhosa. Em Samba da Cidade, Moacyr traz parcerias com grandes compositores cariocas: Martinho da Vila, Nei Lopes, Wilson Moreira, Wilson das Neves, Aldir Blanc, Paulo César Pinheiro e Luiz Carlos da Vila que prestigiam o cantor no álbum.


  • A música “Vila Isabel” foi regravada por MARTINHO DA VILA, VELHA GUARDA DA VILA ISABEL e JÚH FERREIRA
    A música “Cabô, Meu Pai” foi regravada pelo grupo TOQUE DE PRIMA e ZECA PAGODINHO


01 | Tudo Que Eu Vivi

Wilson das Neves / Moacyr Luz
Voz e violão: Moacyr Luz | Violão 7 cordas: Carlinhos Sete Cordas | Cavaquinho: Mauro Diniz | Percussão: Trambique, Marcos Esguleba e Beto Cazes | Trombone: Roberto Marques

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Quando dei por mim
Mudei de caminho
Encostei no fundo do coração
E cantei sozinho.
Fiz um tamborim
Com as minhas mãos
E a canção surgiu
Como nasce a luz numa escuridão
Minha inspiração,
Me lembrei de mim
Lendo a minha mão
E a melodia bordando contas do meu cordão
Tudo era destino
Tudo aconteceu
Pra dizer em verso
O que minha vida já escreveu.
Um amor, amei…
Árvores, plantei…
De me emocionar
Sempre que aprendi
Nas vezes que errei
No anel de ouro
O meu santo forte
E é por isso eu digo pra Deus
Ô sorte que te encontrei

02 | Vila Isabel

Moacyr Luz / Martinho da Vila
Voz e violão: Moacyr Luz | Violão 7 cordas: Carlinhos Sete Cordas | Cavaquinho: Mauro Diniz | Percussão: Trambique, Marcos Esguleba e Beto Cazes | Coro: Analimar, Mart’nália, Paulão 7 Cordas e Rhichad

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Vila Isabel
meu Deus como tu és
De chorar de emoção
falei com meu violão.
Dos teus componentes, que beleza
estão nos seus corações
recordações
e eles são a ti fiéis.

No meio da quadra
tão familiar
Bebi, fiz amigos e sambei
então me falaram dos teus fundadores
Do Paulo Brasão, do Vrande, Zé Leite.
(E assim) De branco e azul
tens orgulho de ser
afilhada da Portela
Olhei
Pro céu e vi
Jaburu
Waldir
Monarco diz, como eu:
te amo Isabel…

03 | Som de Prata

Moacyr Luz / Paulo César Pinheiro
Voz e violão: Moacyr Luz | Violão 7 cordas: Carlinhos Sete Cordas | Cavaquinho: Mauro Diniz | Percussão: Trambique, Marcos Esguleba e Beto Cazes | Coro: Analimar, Mart’nália, Oswaldo Cavalo e Rhichad | Flauta: Carlos Malta

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Nasceu no Rio de Janeiro
Dia do Santo Guerreiro
Naquele Tempo que passou
Foi o maior mestre do choro
Tinha um coração de ouro
E que bom compositor!
Foi Carinhoso e foi Ingênuo
E na roda dos boêmios
Sua flauta era a rainha

E em samba, choro e serenata
Como era doce o som de prata, dotô
Que a flauta tinha
O embaixador dessa cidade
Meu Deus do céu, mas que saudade que dá
Do velho Pixinguinha

Veio da Terra de Zambi, sangue de malê
De uma falange do Rei Nagô
Filho de Ogum, de São Jorge no Batuquejê
de Benguelê, de Iaô
Rainha Ginga
É que sua avó era africana
A rezadeira de Aruanda, vovó
Vovó Cambinda
Só quem morre dentro de uma igreja
Vira Orixá, louvado seja o sinhô,
Meu Santo Pixinguinha

Ele é de Benguelê
Ele é de Iaô
É do batuquejê
Ele é do Rei Nagô
É sangue de malê
É santo , sim “sinhô”

04 | Zuela de Oxum

Moacyr Luz / Martinho da Vila
Voz e violão: Moacyr Luz | Violão 7 cordas: Carlinhos Sete Cordas | Cavaquinho: Mauro Diniz | Percussão: Trambique, Marcos Esguleba e Beto Cazes | Coro: Analimar, Mart’nália, Oswaldo Cavalo e Rhichad

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Me veio a mente um som
Não identifiquei
Não
Peguei meu violão
E comecei a dedilhar
Então eu me toquei
Que o som, canção tão bela
Lembrava uma zuela
Que alguém vivia a zuelar
Parei de dedilhar
Pois minhas mãos tremeram, ai
Ah,
Difícil confessar
Promessas não poder pagar

Então eu me curvei
Bati cabeça a Oxalá
Praquela que se foi
Jurei jamais a alguém amar
E tenho um novo amor
Que é uma filha de oba
E aquela canção
Era zuela de Oxum
Oiá, iêiê, ieô
Me valha o meu pai Olurum
O que quer eu vou fazer?
Pedi maleime aos Orixás
Iemanjá
Ogum, pai Xangô, inhansã
Orunmilá
Oxossi, Nana e Xapanã

05 | Vinte-sete-zero-nove

Moacyr Luz / Nei Lopes
Voz e violão: Moacyr Luz | Violão: Paulão 7 Cordas | Violão 7 cordas: Carlinhos Sete Cordas | Cavaquinho: Mauro Diniz | Percussão: Trambique, Marcos Esguleba e Beto Cazes | Clarinete: Ruy Alvim

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Vera, irmã do Iberê
Morava em Madureira
Já quase nas breubas de Turiaçú
Casa de sopapo, cerca de bambú
Mas um dia Vera,
Foi pra estratosfera
A bordo do avião azul
a Vera
Era, dia de Erê
Ibegi nas paradas
Vinte e sete de setembro eu tava lá
Me arrepio todo só de me lembrar
Num milhar cercado pelos sete lados
E a Vera acertou no milhar

Desde esse dia ninguém viu mais a Vera
Ta noutras esferas, Miami, Paris, Cancun
Nunca mais me deu, nem confiança
Nem doce pras crianças
Pra Damião, Cosme e Do Um

Vera, agrada os eres
Sacode essa poeira
Quem não tem quiabo não faz carurú
E a maré ta cheia de Ojoburucú

Senão, prima Vera
Tu vai ver já era
Nem Angra, nem Turiaçú

06 | Você Não Parece Mais Você

Moacyr Luz / Nei Lopes
Voz e violão: Moacyr Luz | Violão 7 cordas: Carlinhos Sete Cordas | Cavaquinho: Mauro Diniz | Percussão: Trambique, Marcos Esguleba e Beto Cazes | Coro: Analimar, Mart’nália, Oswaldo Cavalo e Rhichad

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Todo dia você me avalia
e diz que eu mudei
onde foi que eu errei
Tento fugir no meu samba,
você me esculhamba
diz que eu tentei ser bamba
mas falhei

No vento que venta (pra) lá
preciso te dizer:
Que também não sei quem é você

Faz tanto tempo que tento entender você
você me olha e nada de ver você
A luz da minha saudade queima sem saber
Te abraço sem achar você
Olha no meu coração que insiste em renascer,
Faço tudo pra encontrar você…
Você não parece mais você….

07 | Briga de Família

Moacyr Luz / Wilson Moreira
Voz e violão: Moacyr Luz | Violão 7 cordas: Carlinhos Sete Cordas | Cavaquinho: Mauro Diniz | Percussão: Trambique, Marcos Esguleba e Beto Cazes | Clarinete: Ruy Alvim

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Hoje eu conheci Maria Adelaide
irmã de Zoraide
Ela me chamou
prum comes e bebes; que tinha de tudo
Foi lá na Zenaide, uma das irmãs
da Zoraide e Adelaide
Mulher estressada, cheia de mania
esposa do Dante
Sujeito parrudo, todo corpulento:
tamanho gigante
mas bom elemento
pessoa sensata
família pacata
Entrei na jogada
sem deixar mancada
vi o fino trato…
Peguei no cardápio
arrumei o prato
todo caprichado
Quando eu fui sentar
veio alguém chamar
era a Zenaide, com muita arrogância
aquela do Dante
e deu a carraspana
eu não gostei
Nos desentendemos
e veio ao polícia
mas me livrei
saí com malícia
e é tudo com eles que vão virar notícia

08 | Faça Chuva ou Faça Sol

Moacyr Luz / Aldir Blanc
Voz e violão: Moacyr Luz | Violão 7 cordas: Carlinhos Sete Cordas | Cavaquinho: Mauro Diniz | Percussão: Trambique, Marcos Esguleba e Beto Cazes | Trombone: Roberto Marques

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Faça chuva ou faça sol
tu vem de seda ou de cerol
feito a ressaca e o vinho,
a lagarta e a videira,
a agulha e o linho,

a bengala e a cegueira,
um samba com morte no morro,
a alegria e o grito de
socorro!

Faça chuva ou faça sol,
o passado é meu futuro:
a luz entre as rosas, jardim,
no escuro do musgo no muro
jaz um jasmim

Sim,
lá da penumbra da voz rouca
sai a faísca e deslumbra
a vida pouca
– dentes de estrela beijam minha boca

A faca, a ferrugem,
a bica e a gota
o raio e a nuvem
coroa/garota
Exu pra me zuá…

09 | Mitos Cariocas: Lan

Moacyr Luz / Aldir Blanc
Voz: Aldir Blanc | Voz e violão: Moacyr Luz | Violão 7 cordas: Carlinhos Sete Cordas | Cavaquinho: Mauro Diniz | Percussão: Trambique, Marcos Esguleba e Beto Cazes | Coro: Analimar, Mart’nália, Oswaldo Cavalo e Rhichad

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I
Portelense,
bom de tango e coração circense,
arrebenta
com a pimenta braba do non cense
Um menino
cujo defeito é não ser vascaíno
Tipo avô
que endurece com mulata em “flô”
Um canalha da Itália,
milongueiro, brasileiro.
Buzanfã
é tema pro élan do Lan

Peixe-espada
temperado numa feijoada
De virada,
não despreza o molho da rabada
Pesquisando,
sacou que toda moça tem seu mel
Bacharel,
pós-graduado dentro de um bordel
Quem qui pode
como Bigode
Se der bode
com a patroa
numa boa,
é tema pro élan do Lan

II
No lápis dançam Irmãs Marinho,
Tijolo e Nelson Cavaquinho,
Narcisa e Clementina de Jesus
Zé Kéti, Alcides, Padeirinho
Neide, Natal, Vilma e Neguinho
Élton Medeiros e Arlindinho Cruz.

Das Oropa, Rei de Copa,
pagodeiro, carioca,
no Amazonas e na Mooca,
bota e soca, na Mococa
Não tem toca, bom de boca
Pocahontas ficam tontas
vivem loucas,
sentadas no tchan do Lan

Meu amigo, esse samba,
jeito antigo, fiz prum bamba,
to contigo, boi não lamba
choram as sete cum tantã,
quase aurora, Iansã,
sem bambam,
vô mimbora por amanhã
no Katamarã do Lan!!!

10 | Praça Mauá: Que Mal Há?

Moacyr Luz / Aldir Blanc
Voz e violão: Moacyr Luz | Violão 7 cordas: Carlinhos Sete Cordas | Cavaquinho: Mauro Diniz | Percussão: Trambique, Marcos Esguleba e Beto Cazes | Coro: Analimar, Mart’nália, Oswaldo Cavalo e Rhichad | Trombone: Roberto Marques

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Ah, me diz aí: mas que mal há
Em ir lá pra Praça Mauá
Relembrar…
Se eu tô sem brio e estrela guia
Se há no barco uma avaria
Vou pra lá…
Meio adernado meu navio
Retomo o rumo, encontro o fio
Num samba do melhor que há
Meu porto ta lá
No cais eu ressurjo
É como se o Méier brotasse a beira-mar
Que sacanear
Encaro e não fujo
Eu sou marujo da Praça Mauá

Em São Francisco da Prainha eu gostei
De uma cabocla da Pedra do Sal
Que, incentivada pela grande Nora Nei
Tentou a vida de cantora ali na Rádio Nacional
Seu nome: Conceição feito a igreja
fazia um peixe com cerveja
atras da Sacadura Cabral
que João da Baiana
louco por matizes
provou com caiana
depois pulou no mar
encontrou Netuno
com tres meretrizes
e foram juntos pra Paquetá !
– Um dia vi Iemanjá!
– cantando num dancing lá…
Me diz aí: que mal há
Em ser da Praça Mauá?

11 | Eu Só Quero Beber Água

Moacyr Luz
Voz e violão: Moacyr Luz | Violão 7 cordas: Carlinhos Sete Cordas | Cavaquinho: Mauro Diniz | Percussão: Trambique, Marcos Esguleba e Beto Cazes | Coro e palmas: Analimar, Mart’nália, Oswaldo Cavalo e Rhichad | Acordeon: Kiko Horta

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Quando o samba chegou
Na curva de um rio que passou
Foi o mar roçando a pedra
Tanto cantou, noite alta
Que o galo serenou
E uma voz anunciou, Meu “Sinhô”
Eu só quero beber água

E assim o tempo passou
Fez poeira pro ganzá
Fez a lua pratear
Fez o som da revoada
Tempo passou, noite alta
Que o galo serenou
E uma voz anunciou, Meu “Sinhô”
Eu só quero beber água

E tudo cantou
O vento no meio da mata
Veio me chamar
Eu nasci daí
Eu só quero água

12 | Cabô, Meu Pai

Moacyr Luz / Aldir Blanc / Luiz Carlos da Vila
Voz e violão: Moacyr Luz | Violão 7 cordas: Carlinhos Sete Cordas | Cavaquinho: Mauro Diniz | Percussão: Trambique, Marcos Esguleba e Beto Cazes | Coro e palmas: Analimar, Mart’nália, Paulão 7 Cordas e Rhichad

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O pai me disse que a tradição é lanterna
vem do ancestral é moderna
bem mais que o modernoso
e aí é o meu coração que governa
na treva é a luz mais eterna
o todo mais poderoso
Também me disse
com aquele jeito orgulhoso,
que o samba é mais que formoso,
que ninguém lhe passa a perna
É a marola que vira o mar furioso
Netuno misterioso
o tesouro da caverna.
A jura é pra quem rezar,
a reza é pra quem jurar
a alma pra sempre é a do Fundador
Maré muda como o luar,
futuro é pra quem lembrar
Se é isso que o pai ensinou…
Cabo
Cabô, meu pai…
Cabô, ô ô …
Cabô, meu pai… Cabô!

Projeto: Moacyr Luz
Regência e Direção de Estúdio: Paulão 7 Cordas
Arranjos: Moacyr Luz e Paulão 7 Cordas
Gravação: Estúdio Copacabana / RJ – Anderson Rocha
Técnico de Gravação: Jadir Florindo
Mixagem: Jadir Florindo e Paulão 7 Cordas
Assistente de Estúdio: Guilherme Barros
Recepção: Mariza
Cozinha maravilhosa: Dona Antônia
Masterização: Reference Mastering Studio / SP
Produção Executiva / RJ: Iza Sanz
Produção Executiva / SP: Edu Silva e Vera Camillo
Projeto Gráfico: Carlos Baptista
Fotos: Luludi

Realização: Lua Discos
Direção Geral: Thomas Roth
Direção Artística: Zé Luiz Soares
Direção de Comunicação: Moisés Santana


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